CADA LUGAR NA SUA COISA


Sim, sim, eu sei. Relapsa.

Mas acho que não tenho tanto a dizer que valha a pena ser publicado.

Quando tiver, aviso.

 



Escrito por Dani Angelotti às 00h26
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A Prudência

Atendendo a pedidos, estamos de volta com a comédia "A Prudência"

De Claudio Gotbeter com Davi Taiu e Eduardo Estrela.

Dirceu Alves para a Veja SP

Imprima o flyer e ganhe 50% de desconto!!!

 



Escrito por Dani Angelotti às 00h53
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A ARTE DE MATAR DRAGÕES

Enviado pela minha amiga Neuza Pinheiro.

havia um homem
que aprendeu a matar dragões

e deu tudo que possuia
para se aperfeiçoar na arte
 
Depois de três anos
- frustração -
não encontrou oportunidade
de praticar sua habilidade...
 
...como resultado
resolveu
ensinar como matar dragões...



Escrito por Dani Angelotti às 00h08
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É só uma questão de ponto de vista!



Escrito por Dani Angelotti às 00h39
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Velha e sábia histórinha popular

Cena 1

 

O Passarinho voa com dificuldade por causa do frio e a cada batida de asas vai perdendo altitude. Quando suas asinhas congelam de vez começa a cair. Vendo o chão se aproximar cada vez mais, pensa que será seu fim.

Quando vê que não tem mais jeito fecha os olhos e espera a pancada.

Mas de repente, percebe sua queda amaciada.

 

Cena 2

 

O Passarinho abre os olhos e vê que caiu num estrume de vaca. O que a primeiro momento lhe deu muito nojo, depois lhe causou um alivio por perceber que na verdade isso amaciou sua queda.

Tenta sair de lá, mas ainda está imóvel pelo frio. Percebe então que ali está quentinho e que logo vai se recuperar.

 

Cena 3

 

De felicidade começa a cantarolar, enquanto lentamente suas asinhas vão descongelando. Quando finalmente consegue se mexer vê que o estrume endureceu de mais e não consegue sair.

 

Cena 4

 

Um gato, que vinha passando pelo caminho ouve o passarinho cantar e segue em sua direção, se aproxima e tira o passarinho dali. Feliz da vida, o passarinho começa a limpar.

 

Cena final

 

Depois de limpo o Gato come o passarinho.

 

Moral da história:

1) Nem sempre quando você está na merda está na pior.

2) Nem sempre que te tira da merda é porque está te ajudando.

3) Quando estiver numa boa, fique de bico fechado.

 



Escrito por Dani Angelotti às 19h34
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Taxistas tem muitas histórias pra contar, sempre!

Uns são mais calados, outros já logo puxam papo. Mas ontem peguei um bem especial.

Um cearense, de quase 70 anos.

Ele me contou toda a sua vida da Berrini até a minha casa.

Ele estava preocupado, porque depois de 40 anos de casado, e agora viúvo, arrumou uma namorada, mas ela estava dando muito problema.

Primeiro porque ficava de bate-papo com o ex-namorado e isso tava dando nele um ciúmes danando, e como é que pode começar um  namoro bom sentindo coisa ruim?

Além disso a moça ia na casa dele e fazia mó bagunça, vê se pode? Ela deixava as coisas jogadas no chão e ele tinha que recolher tudo e ainda brigou com ele porque ele mal acorda e já vai arrumar a cama.

Ele estava muito preocupado com isso porque ele é virginiano, e virginiano gosta de tudo organizadinho. Não ia dar certo. O pior é que ela falou deles se juntarem. Onde já se viu moça direita não quere casar? É porque já está mal intencionada!

Mas ele já estava quase desistindo desse namoro e estava pensando em ir pro Ceará, onde moram as irmãs e uma filha, pra arranjar uma boa moça pra casar.

Já tinha até planos. Primeiro ele iria pra lá passar umas semanas. Aí conheceria a moça. Voltava pra São Paulo e ficavam se falando por cartas e por celular - “Moça que escreve bem é um bom partido”.

Aí eles iam se conhecendo. Nisso ele voltava pra lá mais umas duas vezes e trazia ela pra São Paulo ver se ela gosta. Ela gostando eles casavam e ficariam em São Paulo.

É, porque tem que ser em São Paulo, ele não quer sair daqui de jeito nenhum. São Paulo tem um monte de opções e ele adora ler e escrever crônicas. Ele tem um monte de livros de crônicas e caderninhos, onde ele esta treinando pra escrever um roteiro de peça teatral.

Ele gosta muito de teatro e no ano passado fez um curso no Macunaíma.

E agora me diz, rapaz, como é que pode trocar tudo isso pra ir morar no Ceará?

No final da corrida, me deu seu telefone, pra quando eu for pra Fortaleza ficar na casa da irmã dele e também seu e-mail, que é pra quando eu estiver produzindo alguma peça, convidá-lo.

Vê se pode? Tudo isso por R$ 35,00 e 40 minutos.

Ele tem razão, as vezes São Paulo é muito bom!



Escrito por Dani Angelotti às 23h35
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Tô no inferno astral.

Não sei se acredito nisso, mas também não duvido, sabe como é: "no creo en bruxas, pero que las hay, las hay".

Mas de qualquer forma não posso reclamar. Até que tá um inferninho legal.

Por falar em inferninho hoje tem gambiarra na The Week.

Bom dançar um pouco.

E pra alegar e não perder o hábito...



Escrito por Dani Angelotti às 14h59
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QUEM SABE?

 

Sei que ando relapsa com esse blog. Mas ando relapsa com um monte de coisas.

Achei uma maçã no fundo da geladeira, e juro, nem consigo me lembrar quando comprei maça pela ultima vez, faz muito tempo.

Também perdi o cd do Edvaldo Santana. Eu moro sozinha, como posso perder alguma coisa dentro de casa onde só eu habito?

Estou tentando me organizar, hoje publicando algo, semana passada comprei um porta temperos (o hífen ainda é utilizado ou foi excluído?)  para organizar os oréganos, pimenta do reino, curry e outros mais que estavam espalhados (adoro temperos).

Ando meio relapsa com os amigos também. Ando meio reclusa, acho que faz parte do processo, da crise, do bug do milênio, do frio, da falta de grana, da falta de tempo, da falta de papo, da falta de vontade...

Mas sinto falta deles, alguns mais do que outros, mas sinto falta. Acho que tá na hora de resgatar alguns.

Talvez até consiga tirar o pó dos móveis e jogar fora algumas coisas inúteis.

Talvez até consiga tomar uma cerveja hoje com uma amiga querida e conversar sobre coisas boas.

Talvez até consiga fazer as unhas e essas coisas que faz toda mulher.

Talvez até consiga sorrir um pouco no final da tarde.

Talvez....



Escrito por Dani Angelotti às 15h12
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Tédio e ócio.

 

Outro dia, andando pela Pompéia, que é um bairro em cima de morros, passei pela rua mais ingrime que já vi na minha vida.

Comentei com o Edu.

“Ainda bem que eu não morava aqui quando era criança”.

 

Se eu morasse lá teria descido aquela rua de todas as formas possíveis. De carrinho de rolimã, de patins, de bicicleta, de papelão, de fórmica (as vezes, quando criança, achávamos umas madeiras com fórmica e usávamos ela até acabar. Escorregava mais do que as velhas rodinhas com rolimã).... Valia tudo que fizesse ganhar velocidade.

 

Alguns desses aparatos deslizantes tinham freios, mas a maioria das vezes era com o bom e velho chinelo havaianas que segurávamos a bronca.

Boa parte das vezes não tinha freio nenhum, nem chinelo. Nos estatelávamos no chão, parede, poste ou carro parado.

 

Aí, quando estava com a língua de fora, entrava num quintal pra beber água na torneira e aproveitava para lavar os arranhões que ardiam pra caramba. O que era muito melhor do que passar mertiolate.

Tudo isso e apenas 1 pé quebrado e algumas cicatrizes.

 

Me deu uma saudades incrível e me fez lembrar o quanto gostava de aventura e o quanto odiava o tédio.

Hoje o tédio virou ócio e a aventura está em pagar as contas no fim do mês.

 

Quanto a água da torneira.... Até hoje tomo vermífugo pra garantir.



Escrito por Dani Angelotti às 00h22
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"A vida é o que está acontecendo com você enquanto você planeja outra coisa".

Sam Shepard

(tirei do livro Grande sonho do céu. Muito bom!)



Escrito por Dani Angelotti às 00h18
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Telhados De Paris

Nei Lisboa

Pra acariciar a alma....

Venta
Ali se vê
Onde o arvoredo inventa um ballet
Enquanto invento aqui pra mim
Um silêncio sem fim
Deixando a rima assim
Sem mágoas, sem nada
Só uma janela em cruz
E uma paisagem tão comum
Telhados de Paris
Em casas velhas, mudas
Em blocos que o engano fez aqui
Mas tem no outono uma luz
Que acaricia essa dureza cor de giz
Que mora ao lado e mais parece outro país
Que me estranha mas não sabe se é feliz
E não entende quando eu grito

Eu tenho os olhos doidos, doidos, já vi
Meus olhos doidos, doidos, são doidos por ti

O tempo se foi
Há tempos que eu já desisti
Dos planos daquele assalto
E de versos retos, corretos
O resto da paixão, reguei
Vai servir pra nós
O doce da loucura é teu, é meu
Pra usar à sós

Eu tenho os olhos doidos, doidos, já vi
Meus olhos doidos, doidos, são doidos por ti



Escrito por Dani Angelotti às 23h51
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ISSO NÃO É CAETANO

Gente é pra brilhar.

Brilhar para sempre,
brilhar como um farol,
brilhar com brilho eterno,
gente é para brilhar,
que tudo mais vá para o inferno,
este é o meu slogan
e o do sol.

Vladimir Maiakóvski



Escrito por Dani Angelotti às 23h35
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Frases metafóricas e notícias banais.

Impressão de estar a bordo de um veículo a 180km por hora.

Medo da próxima curva.

Medo de deparar com um obstáculo e não conseguir desviar.

Mas a vontade de sair rápido desse lugar e cruzar a fronteira faz com que o velocimetro não diminua.

Enquanto abro o blog da uol para postar frases metafóricas vejo a importante notícia:

"Osama mata uma mosca durante entrevista"

Meus Deus, permita cruzar logo a fronteira.

Acelero para 200km/h. 



Escrito por Dani Angelotti às 13h03
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Não faz sentido classificar as pessoas em boas e más.

Pessoas são apenas encantadoras ou monótonas.



Escrito por Dani Angelotti às 02h20
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Andando torto por linhas certas

 

Acredito muito no caminho que estou traçando para minha vida.

Acredito tanto que fico teimando e algumas coisas acabam mesmo acontecendo.

Mas o caminho não é fácil não.

Mas, quem o caminha também não é.

E assim vou, andando torto por linhas certas.

Leminski já disse:

“Um homem com uma dor é muito mais elegante,

caminha assim de lado como se chegando atrasado chegasse mais adiante”.

As vezes a dor entorta.

Queria um GPS ou até mesmo um mapa num papel.

Ficar a deriva, sem mapa, é meio complicado.

A gente aprender a se orientar pelas estrelas, pelos sinais nos caminhos e por uma espécie de bússola embutida que vem acoplada no viajante.

Mas as vezes o céu está nublado, os sinais nos caminhos meio apagados, danificados, pichados e arrancados e a bússola, maluca como se tivesse um imã do lado.

Mas as vezes a gente acha algum viajante no caminho que lhe dá referências.

E continua.

As vezes o céu está estrelado e os sinais até brilham no escuro.

E a bússola, essa de tempos em tempos, grita e é impossível não segui-la.

O caminho não é fácil, mas é muito bom poder percorrer, saber que a bússola pulsa e é impossível calá-la.



Escrito por Dani Angelotti às 13h46
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